Doce delírio - parte 11
.. e eu como uma louca fui no celular olhar o que ele tinha me mandado.
- Me deixe em paz! Você não entendeu que eu não quero nada com você? Me esqueça!
E eu não acreditava no que eu estava vendo! Não é possível que o Carlos Eduardo que eu conhecia, teria tanto desgosto assim e faria tamanha ignorância comigo, depois de nós termos passado aquela noite juntos. Eu fiquei triste demais, meu chão sumiu de uma forma,que nem eu mesma sabia explicar. A primeira pessoa que me veio em mente a ligar foi a Gabriela, mais o telefone dela chamou e ninguém atendeu, fui e tentei ligar pro Daniel.
- Dan! Por favor, preciso de você!
- Que foi Duda? O que aconteceu?
- Preciso te ver, pra conversar sabe? Você é meu melhor amigo!
- Pronto, me diga aonde e vamos conversar.
E marquei com o Dan numa pracinha aqui perto de casa. Chegando lá, quando vi que ele estava vindo em minha direção não aguentei e comecei a chorar. De alguma forma o Daniel me trazia segurança e eu tinha certeza que eu podia contar com ele a qualquer hora, afinal nossa amizade não era de hoje e ele me conhecia como ninguém. Sentados num banco começamos a conversar e eu contei a ele sobre o Kadu, até a reação dele tinha sido de espanto, porque ele não entendeu a atitude que o Kadu havia tomado. Me deu conselhos, disse que não era pra que eu me deixasse abater, enquanto eu chorava no ombro dele. ..
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Doce delírio - parte 10
.. e eu não podia evitar. Minha mãe estava sofrendo muito, eu acabava pegando o sofrimento dela e passando pra mim, afinal era a minha família que tinha se acabado. A semana passou assim, num estalo de dedos e eu não tinha mais falado com o Kadu depois do dia da praia, a Gabriela, o Bruno e o Daniel sempre me chamando pra sair, tentando me animar e até que eu fazia questão de estar com eles, me fazia bem. Chega mais um final de semana, ao qual eu sabia que seria mais um fim de semana como todos os outros, chatos e sem ânimo. A Gabriela me ligou.
- Duda! Você não sabe!
- O que foi Gabi? Qual é a fofoca dessa vez?
- Menina, eu tomei coragem e vou fazer uma tatuagem!
- Você tá louca? Seus pais, não deixam e se eles descobrirem você vai perder toda sua vida boa Gabriela!
- Não, eles não vão saber! O Daniel vai fazer também, quer ir lá com a gente?
- Beleza, eu vou. Mas, só pra olhar mesmo.
E lá vamos nós pro estúdio de tatuagens. Eu sabia que era loucura da Gabi e do Dan, mas que era legal fazer uma tatuagem isso era, eu sempre quis fazer uma, mas meus pais nunca permitiram. Quando chegou a hora do Daniel fazer a tatuagem dele, ele não teve medo e pediu pra fazerem uma fénix nas costas, nossa.. era bonito demais, porém a dor era enorme! A Gabriela ainda com cara de medo ao ver a carinha do Dan de dor, escolheu algo mais recatado, pediu pra fazerem uma borboleta no ombro. Eu vendo e morta de vontade de fazer também. Pois é, eu acabei caindo na tentação. Fiz uma frase, a qual me veio na cabeça no momento, poderia até parecer idiotice já que aquilo ali ficaria no meu corpo pra vida inteira, mais fiz.
- All good things are wild and free ou seja todas as coisas boas são selvagens e livres.
Por mais que eu tivesse feito a tatuagem no susto e se provavelmente a Gabriela não tivesse me chamado eu não iria tomar essa atitude, eu não estava arrependida. Saímos de lá, cada um com sua marca de independência no corpo e só pra lembrar eu ainda tinha 17 anos, meu aniversário de 18 anos ainda ia acontecer 3 meses adiante. Não sei qual seria a reação da minha mãe quando ela visse nem a do meu pai, muito menos há de outras pessoas, na verdade eu não estava me importando tanto com isso. Cheguei em casa, a mamãe estava dormindo de cansada e eu fiz a mesma coisa, mais antes mandei uma mensagem pro celular do Kadu, já que havia uma semana que eu não falava com ele, queria pelo menos dar um sinal de vida né e saber como ele estava. Pra minha surpresa, o Kadu retornou a minha mensagem..
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Doce delírio - parte 9
... mesmo com mil coisas passando em mente e a oportunidade batendo na cara, eu pensei melhor. Resolvi sair da barraca e ir tomar um vento lá fora.
- Eu.. eu fiz algo Duda?
- Não Kadu meu lindo, você não fez nada, fique calmo.
- E porque você saiu assim.. do nada?
- Porque eu sei que talvez essa não seja a hora.
- Porque eu sei que talvez essa não seja a hora.
Nossos hormônios gritavam dentro da barraca e se eu me deixasse levar, talvez eu fosse me arrepender muito depois e como eu não estava nem um pouco afim de errar com o Kadu, tomei um chá de consciência. Depois de tudo ter esfriado de uma certa forma, entrei na barraca e dormi abraçada com ele e não soltei por um segundo, com medo de que ele fosse embora.. mas eu sabia que ele não iria. Acordei no outro dia e ele já estava de pé olhando pra mim com algumas frutas na mão, me deu bom dia com um beijo no rosto e perguntou como eu estava. Ah,aquele beijo bem que podia não ser no rosto né. Demorou quase nada e levantamos a barraca e resolvemos cada um e pra sua casa. Demos um beijo de despedida - não se despedindo - e seguimos nosso caminho. Agradeci muito a ele por ter me feito feliz aquele momento e ele respondeu com aquele sorrisão. Agora eu teria que ir pra casa enfrentar minha mãe, enfrentar os cadernos, os livros, enfrentar a vida, porque meu momento de princesa apaixonada tinha acabado. Lá vou eu, entrando em casa e encontro minha mãe em uma situação deplorável.
- Mais mãe! O que a senhora está fazendo com essas bebidas todas? Pelo amor de Deus..
- Nada Maria Eduarda! Primeiro seu pai e agora você, você pensa que eu não sei que você também irá me abandonar pra curtir sua vida? Ah, você nova e eu velha, isso só tem um caminho.
- Não mãe, não me entenda mal, eu também tenho meus problemas, a senhora tem que entender!
- Eu entendo querida, eu entendo, mais o que eu não tô entendendo mais, é a mim mesma.
Abracei a mamãe como eu nunca tinha abraçado antes, eu senti que ela precisava de mim mais do que em qualquer outro momento. Fiquei com minha mãe quietinha, esperando ela secar todas as lágrimas que ela tinha pra derramar, enquanto isso na minha cabeça vinham um turbilhão de coisas e cada vez mais eu ia percebendo, que a minha vida estava mudando de rumo..
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Posted at 13:33 | 0 comments
Doce delírio - parte 8
.. pois eu estava que não me aguentava de vontade. Foi passando o tempo e o sol já estava quase indo embora, quando ele me olhou e começou a falar sem parar.
- Dudinha.. fica difícil acreditar que nós um dia pudéssemos estar aqui e agora, nessa situação. Digo, só eu e você, você e eu, sem ninguém e com um cenário desses. Não quero forçar a barra mais..
Não deixei ele terminar de falar. Dei um beijo nele com toda força desse mundo, com toda emoção, com todo gás! Pra mim, aquele beijo estava durando eternamente, estava sendo perfeito, um dos melhores beijos que já havia dado na vida, pois tinha um gosto especial. Paramos de beijar e ele me olhou com uma cara indescritível, mas ao mesmo tempo, cara de quem queria ter feito isso a bastante tempo. Não estava mais com nenhum tipo de vergonha ou tentando esconder minhas vontades, eu beijei mesmo o Kadu por várias vezes e cada uma delas parecia estar sendo a primeira. Fomos para dentro da barraca e fazia um friozinho tão bom.. ah aquele friozinho. O Kadu me abraçou e aqueles músculos me esquentaram como nunca, já que mesmo eu não sentindo aquele frio todo, eu tremia as mãos e dizia - olha, isso é frio! - merecia um prêmio de atriz, mais valia a pena.
- Poxa Kadu, me desculpa se eu fui atirada pra cima de você e te beijei assim, me desculpa!
- Não tem porque isso Duda, somos dois adultos - ou quase - e sabemos o que fazemos, eu estava apenas com medo de tomar uma atitude que você não aprovasse, mas esse seu primeiro passo, me ajudou a ver que é um pouco recíproco o que sinto por você.
- Caramba! Um pouco? Não sei bem, mas sinto por você algo forte Carlos Eduardo, desde que éramos pequenos sabe? Desde nosso primeiro aperto de mão, mas pensei disso tudo ter sido coisa de criança, mas vi que não.
E ficamos ali fazendo cena, lembrando dos velhos tempos e vendo que nós dois tínhamos razões de sobra pra não ter se arrependido do nosso primeiro beijo. O tempo foi passando, nós não tínhamos mais o que conversar na verdade, mas se passavam mil e uma coisas na minha cabeça em que eu queria fazer, é. A barraca começou a ficar pequena derrepente, nós estávamos agitados lá dentro, nossos beijos estavam pegando força, o frio que eu sentia deu lugar a gotas de suor que escorriam por toda parte e minha pele úmida sentia agonia pelas roupas estarem coladas ao meu corpo. O atrito com o Kadu era intenso e a cada segundo que passava, parecíamos bichos presos em uma gaiola, ao qual queríamos ser libertados. Eram assustadoras as minhas atitudes, eu fazia coisas que nem sabia que era capaz de fazer.
- Bom, duda.. você quer sair pra tomar um ar lá fora? É que aqui dentro tá muito calor..
- Não, não quero. Calor humano faz bem!
E continuávamos lá dentro, ofegantes..
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Posted at 19:21 | 0 comments
Doce delírio - parte 7
.. que tinha medo de agir errado e dar qualquer passo que não fosse certo. O Kadu voltou com a barraca e não quis ajuda pra armar. Eu pedi licença pra ele e me afastei um pouco pra fazer algumas ligações.
- Mãe?
- Maria Eduarda! Graças a Deus menina, eu já estava tão preocupada com você, saiu ontem e até agora não chegou em casa, você não é dona de sí ainda não!
- Calma mãe, eu tô bem agora. Olhe, não vou dormir em casa não viu? Não precisa se preocupar porque eu estou bem.
- Está bem não é? Tudo bem, mas um dia sozinha não vai me fazer mal.
- Mas poxa vida mãe, deixe de drama. Amanhã cedo vou pra casa, beijo e te amo.
A mamãe estava sim muito preocupada comigo, mais eu não queria mesmo voltar pra casa e ver ela triste e sem vontade de fazer mais nada, talvez ficar ali com o Kadu fosse a melhor de todas as opções. Liguei pra mais gente.
- Alô? Daniel?
- Duda? Sua maluca! Por onde você andou? Desde o dia dos meus 18 que eu não te vejo.. soube que está passando por momentos ruins né?
- É verdade Dan, mas isso tudo vai acabar viu? Em breve, estarei de volta com todo gás. Só liguei pra saber se tava tudo bem..
- Não Duda, ta tudo certinho sim, pode ficar numa boa.
E por ultimo, não menos importante.. ela.
- Gabriela!
- Duda filha de Deus, você tá aonde? Sua mãe já me ligou querendo saber de você, mas eu não falei nada sobre o que aconteceu na Mestiça Cabana não ein?
- E fez bem! Ela já tem problemas demais.. olhe, tô com o Kadu e não vou dormir em casa.
- Me conte direito essa história!
- Depois amiga.. depois.
Voltei pra perto do Kadu e ele já tinha arrumado tudo! Aquela cabana no meio da areia mas parecia um castelo de princesa aos meus olhos, fiquei parada olhando e de boca aberta. O Kadu percebeu meus olhos brilhando e simplesmente disse - Com carinho, pra você Dudinha! - ah, eu suspirei. Eu via que ele tinha dado o melhor de sí pra arrumar aquela barraca tão fofinha daquele jeito, tinha algumas frutas dentro e uns lençóis com travesseiros pequenininhos. Ficamos sentados em frente a barraca olhando pro mar e vendo que aquele dia, era quase perfeito. Em minha cabeça, todos os problemas que eu estava passando tinham sumido e eu só vivia o ali e o agora, porque será? O Kadu, um cara legal e que me conhecia tão bem desde pequena, com um sorriso lindo - mesmo sendo fruto de 4 anos de aparelho dentário - e um corpo, daqueles que me faziam tremer. Ele nunca tinha tomado nenhuma atitude brusca ou muito menos forçado a barra de alguma forma comigo, mas eu não sei bem se era isso que eu queria no fundo..
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Posted at 21:25 | 0 comments
Doce delírio - parte 6
.. até que a Eliana pegou na minha mão e disse - Vamos conversar! - Nossa, vamos conversar? Eu fui.
- Olhe bem Duda,você não está bem mesmo não é? Veja Julia como ela tá, pálida e sem cor!
- É.. eu não tô bem.
- Me conte o que ta acontecendo querida, onde estão suas amigas agora?
- Sei lá.. lá fora, por ai, quem sabe..
- Isso não são amigas de verdade! Olhe Duda, tome isso aqui, vai te fazer bem.
A Eliana me deu um troço que mais parecia água e não tinha gosto de nada. Apaguei! Quando eu acordei, estava na casa da Gabi e com muita, mais muita gente a minha volta. Abri os olhos e todo mundo ficou surpreso, não entendia ainda porque. A Daiana, irmã da Gabi começou a me explicar o que tinha acontecido na Mestiça Cabana depois da minha ida ao banheiro.
- Olhe só Duda, você entrou no banheiro porque estava se sentindo mal, disse que não queria que ninguém fosse com você, mas parece que as duas idiotas e sem cérebro - Julia e Eliana - estavam lá dentro e resolveram te ajudar, da forma delas. Te deram o famoso ''boa noite, cinderela'' e deixaram você caída lá dentro. Depois de um tempinho sentimos sua falta e você estava desmaiada, acordou agora e pensávamos que ela poderia ter colocado algo a mais na água, mais é bom saber que você está bem.
Fiquei um pouco assustada, mais a atitude da Eliana de me colocar pra dormir, não tinha sido uma das melhores. Vendo ali todo mundo preocupado comigo, me deu vontade de chorar, mas eu não chorei. Agradeci a todo mundo pela preocupação e fui pra casa. Quer dizer.. estava indo. No caminho liguei pro Kadu, pedi pra ele me encontrar na praia em frente a calçada em que nos encontramos e ele disse que iria. Não demorou muito e ele estava lá, com um sorriso tão grande, que eu não queria estragar por nada nesse mundo. Olhei pra ele, com cara de esperança e ele me devolveu com um olhar doce e que dizia mais do que qualquer coisa, ou pelo menos foi isso que eu entendia no momento. Ficamos um tempo sem falar nada, só nos abraçamos e deixamos que o silêncio falasse por nós dois. Ele não sabia, mas a presença dele me fazia tão bem, que nem eu mesmo sabia que reencontrar ele iria causar tanto efeito assim, dentro de mim.
- Dudinha.. você quer conversar? Percebo desde sua voz no telefone que você não está nada bem. Eu te conheço menina, me diga o que foi.
- Nada demais Kadu.. só é que minha vida tá mesmo despedaçando! Tudo, o mundo inteiro, todas as pessoas, exatamente todas.. tá tudo caindo em cima da minha cabeça. Mais não quero te aborrecer com nada disso, são problemas meus, não seus!
- Não, seus problemas agora são meus!
E de tanto o Carlos Eduardo insistir, eu contei tudo o que estava me aborrecendo. Os olhos dele se encheram de água não sei nem porque, mais eu sei que aquelas lágrimas eram verdadeiras. Ele simplesmente me abraçou e disse - Conte comigo pra o que você precisar! - como se eu não fosse contar. Ficou abraçado comigo por horas só tentando me acalmar e me dizendo coisas lindas, pra que eu me controlasse e não pensasse em nenhuma besteira. Mas, olhei pro relógio e vi que já estava tarde, queria ir embora pra não deixar minha mãe sozinha em casa, mas ao mesmo tempo não queria deixar o Kadu. Ele teve uma ideia repentina e maluca.
- Me dê dois segundos que eu trago uma barraca e nós montamos e dormimos aqui mesmo, que tal?
- É.. não sei não Kadu. Será que isso dá certo?
- Confia em mim? E eu balancei a cabeça dizendo que sim.
Confiar, confiava sim.Mas em quem eu não tinha nenhuma confiança era em mim mesma..
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Posted at 22:13 | 0 comments
Doce delírio - parte 5
.. ao lado de pessoas que eu tinha alguma certeza de que gostavam de mim, de verdade. Cheguei em casa, abri meus e-mails e tinha lá um e-mail do Kadu, que dizia exatamente assim: '' Oi Dudinha! Peguei seu e-mail com a Gabriela, eu tinha ela na minha lista de contatos e sabe como é né, eu nunca ia imaginar que agente se reencontraria um dia novamente, ai comentei com ela e ela resolveu me passar seu e-mail. Bom, eu só queria te dizer que fiquei bastante feliz em te ver novamente, depois de tantos anos e dizer que você está linda! Ah, se você tiver livre, pode sair comigo qualquer dia desses? Me retorne, beijos.. Kadu. ''
Ah.. fui as nuvens lendo essa pequena deixa do Kadu pra mim, li e li novamente umas mil vezes pra ter certeza de que aquele e-mail era um sinal. A Gabi não havia me dito nada sobre, mas ela tinha mesmo dessas, de fazer as coisas por mim e não me dizer nada, mas dessa vez assim como na maioria das vezes, ela tinha acertado em cheio! Eu respondi o e-mail fofo do Kadu assim:
'' Kadu, mais que surpresa! É verdade, a Gabi sempre salvando tudo não é? Pois então, foi bom te rever mesmo, depois de tanto tempo e me vez um bem danado! Olhe, marque ai o dia que você quiser e nós sairemos sim. Ps: você está mais lindo do que nunca! Beijos ''
A parte do ps: você está mais lindo do que nunca, foi a pior parte de todas! Mas, já tinha escrito, enviei com a cara e a coragem. No outro dia, umas amigas me chamaram pra dar um esquenta na noite e lá vou eu, com a Gabriela curtir uma balada. Nossa, eu estava realmente produzida pra matar e olhe que eu não me vestia assim há muito tempo, mais eu estava tentando me animar. Chegamos na Mestiça Cabana , a mais famosa casa noturna da cidade e eu mal podia acreditar no que estava vendo, só tinha gente bonita, tudo uma produção perfeita, digna de oscar! Eu e Gabriela saímos pra dar uma sacada no movimento do lugar e vimos que ali, encontraríamos muita diversão pra uma noite só, imagina.. eu nem precisava disso, né? Mas, como nada é perfeito, encontramos também as patricinhas do colégio e sua turma de magrelas vestidas de rosa, Eliana e Júlia colocando no chinelo nossa produção, incluindo roupas e acessórios. Uma droga mesmo! Mas a galera não me deixou desanimar e eu queria mesmo esquecer todos os problemas que tinha passado nos dois últimos dias. Depois de ter tomado todas e mais uma, fui no banheiro colocar tudo pra fora, literalmente. As duas idiotas - Júlia e Eliana - estavam lá também, fumando. Pois é, entrei como se não tivesse visto elas e fui afogar minhas mágoas com vômitos que mais pareciam pura angustia. Em minha mente, só vinham as cenas da minha mãe sofrendo, a minha derrota na prova e todos os meus problemas, que cada dia cresciam mais e mais..
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Posted at 21:11 | 0 comments
Doce delírio - parte 4
.. sem noção de tempo, quando olhei para o relógio já eram 22:00 horas e eu nem havia percebido como tinhamos atingido aquele horário. Muito bem, eu já tinha percebido que o Kadu estava melhor do que nunca e o mais importante: não tinha deixado de ser meu melhor amigo.
- Kadu, foi ótimo rever você mais realmente eu preciso ir agora, meus pais devem estar preocupados pois eu sempre ligo avisando que eu vou demorar e hoje nem celular eu trouxe.
- Tudo certo Dudinha, eu também preciso ir pra casa estudar, pois esse semestre na faculdade me consome demais! Sabe como é, faculdade de Direito, é sempre essa barra.
- Direito? Eu ouvi direito mesmo? Nossa Kadu, que evolução!
- Pois é minha querida, tomei jeito na vida. Mas vamos adiantar nosso lado não é?
E então trocamos telefones e cada um foi pra o seu lado. No caminho, passaram tantas coisas na minha mente que nem eu mesma sei de onde tirei tanta bobagem, tinha até esquecido da minha derrota na prova de Fisica e da bronca que levaria provavelmente quando eu chegasse em casa. Cheguei em casa cansada, mais com um sorrisinho de canto de boca no rosto, mais minha alegria não durou muito. Minha mãe estava aos prantos novamente, mas dessa vez, ela estava desesperada!
- Mãe? O que aconteceu? Não é possível que dessa vez a senhora não vai me dizer nada!
- Olhe Maria Eduarda, é melhor você ficar quieta e me deixar quieta também!
- Nada disso mãe, eu quero saber.. eu tenho direito de saber o que ta acontecendo aqui em casa com a senhora e o papai!
- Você quer saber? Então lá vai! Seu pai acabou de sair de casa, já tem um tempo que descobri a traição suja dele comigo, anos e mais anos de casados e olhe como ele me devolve! Muito bem, não aguentei mais, mandei ele ir embora e ele foi, pra ser feliz com outra familia que ele tem.
Minha lágrima desceu e eu não tinha nem resposta alguma pra dar a minha mãe. Eu sabia que era triste e muito mais dificil pra ela do que pra mim, mais eu amava o meu pai e jamais iria pensar que ele poderia ter feito o que fez com nossa familia. Dei um abraço na mamãe e fui pro meu quarto. Chorei até o outro dia e fui pra escola com uma cara de quem não havia dormido nada.. mas quem disse que eu dormir? Bem, a Gabriela veio tentando me animar mais eu estava triste demais pra dar qualquer que fosse a risada. Ela perguntou se poderia conversar serio comigo e eu disse que sim.
- Olhe bem Duda, eu não quero ver você triste e pelo amor de Deus me conte o que está acontecendo com você! Qualquer que seja a situação se eu puder ajudar.. não sei.. eu irei fazer o possivel!
- Não Gabi, nem você e nem ninguém pode me ajudar agora. Mas, eu vou te contar o que aconteceu.
Sentei com a Gabriela e contei tudo, desde meu encontro com o Kadu até o fim do casamento dos meus pais e não foi nada fácil pois parecia que eu sofria tudo de novo só de contar isso pra alguém. Me senti meio aliviada pois a Gabi sim era a minha amiga e eu poderia confiar nela acima de qualquer coisa. As aulas passaram num piscar de olhos e logo eu já estava indo pra casa com o Bruno e Gabi, que insistiram em vim comigo pra casa e eu não liguei. O Bruno como sempre palhaço ainda conseguiu me fazer rir e até que foi bom pra mim, pois eu acho que merecia ser feliz por alguns segundos que fossem...
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Posted at 13:35 | 0 comments
Doce delírio - parte 3
... e por mais que eu tentasse não conseguia responder nada. se passaram 45 minutos e a minha prova estava toda em branco. A professora com cara de mau - e ela era mau mesmo - tomou a prova da minha mão, viu que estava em branco e simplesmente deu uma risada tosca, como quem estivesse adorando ver a minha derrota. Droga! Eu não poderia ter tirado uma boa nota respondendo tudo ali? Perdi dias estudando pra nada? O que eu mais quero da vida? Me fazia tantas perguntas e não sabia responder nenhuma delas. Encontrei com alguns colegas no fim das aulas e todos eles comentaram sobre a prova de Física.
- Você viu Duda, a professora não deixou barato e quem não estudou se deu muito mal na prova.
- É, eu vi sim Bruno.. e eu fui uma dessas pessoas que se deram mal, muito mal!
- Não duda, eu também não consegui responder nada. Disse Gabriela
- Mas Gabi, você nem estudou, como é que ia responder alguma coisa? Eu ein.
E ficamos naquela conversa sobre a prova até a hora de resolvermos todos irmos pra casa. Cheguei em casa, meu pai havia discutido feio com minha mãe, ela estava chorando e triste. Eu tentei conversar com ela, mas ela como sempre preferia me privar de todos os problemas que ela tinha com meu pai, eu ficava na defensiva, esperando que um dia ela confiasse em mim. Fui pro quarto e ainda não entendi qual o motivo de eu ter ido tão mal na prova, eu tinha estudado e tinha que pelo menos ter respondido algumas questões, que vergonha! Fui dar uma volta na calçada como todos os dias pra distrair e refletir sobre tantas coisas que haviam acontecido comigo nos últimos tempos, até que alguém me chama, ou melhor, alguém me grita.
- Duda! Olha aqui, sou eu!
- Kadu! É você mesmo? Falei isso com um sorriso que não me tinha mais tamanho.
- Sim Dudinha, sou eu!
Era mesmo ele, o Carlos Eduardo.. ou pra mim, apenas Kadu, o meu primeiro amor. Tivemos um namorico quando éramos crianças mas ele teve que se mudar e eu fiquei até doente por conta disso, mas depois esqueci - não esquecendo - dele. Ele estava forte e mais bonito do que nunca! Me deu um abraço forte e abriu um sorriso perfeito, depois de usar aparelho por 4 anos.
- Me conte sobre sua vida Duda, eu jamais esperava encontrar você aqui.
- Engraçado, eu ando aqui todos os dias e nunca te vi? Nossa Kadu, minha vida tá um saco e acredite se quiser, você ter aparecido agora não foi nada mal!
- Uau! Bom saber disso. Eu também ando por aqui e não tinha visto você, que coisa ein?
E ficamos ali conversando na calçada por horas e horas...
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Posted at 18:37 | 1 comments
Doce delírio - parte 2
.. pra casa pois meus pais controlavam meu horário, então se eu desse motivos para eles brigarem comigo, eu ia ouvir por horas. O Dan estava super cansado já, mais não queria que ninguém fosse embora da festa dele, mas entendeu o meu lado, me deu um abraço e um beijo na testa, como ele sempre fazia. Eu e Gabriela fomos embora e ela aproveitou pra dormir lá em casa. No sábado não tinhamos nenhum plano e eu realmente tinha que estudar pois segunda-feira eu tinha prova de Fisica e eu precisava ir muito bem nessa prova. Eu acordei cedo,mesmo cansada da festa e fui meter a cara nos livros.. fique nisso até a noite sem parar nem para comer nada, afinal eu já estava de certa forma comendo os livros. A Gabi não queria saber mesmo de estudar, estava na internet procurando saber as ultimas da festa do Daniel e ela me veio com uma bomba!
- Você não sabe o que eu acabei de ver aqui Duda!
- O que Gabi? Me conte logo, pois eu preciso estudar, você sabe..
- A Eliana ficou com o Daniel no final da festa e tiraram altas fotos dos dois!
Eu não falei nada,olhei pra ela com uma cara assustada e meio sem jeito balancei a cabeça pro lado. Eu tinha ficado um pouco triste, pois a Eliana era daquelas meninas que não valia a pena nem dar a sua amizade, e poderia ser qualquer um, mais o Dan? Poxa.. fiquei triste sim. Depois disso, outras conversas vinheram e a Gabriela não cansava de dizer que estava surpresa com o que tinha acontecido. Tá, eu também tinha ficado meio chocada mais eles eram dois adultos praticamente e sabiam o que estavam fazendo. O fim de semana passou e eu não quis saber de mais nada a não ser estudar para a bendita prova de Física, que eu sabia que não iria ser nada fácil. Chega a segunda-feira e minha mãe bateu na porta do quarto enlouquecida dizendo que eu estava atrazada.. e o pior era que eu estava mesmo! Correndo pra todos os lados e procurando aonde eu tinha colocado meu tênis, que já estava tão velhinho que acho que estava correndo de ser calçado, mas ele tinha que aparecer! Lá estava ele, de baixo da cama junto com outras coisas que eu sabia que tinha sumido, mas nao sabia aonde estavam. Fui correndo pro colégio sem nem se quer esperar meu pai se oferecer pra dar carona. Cheguei, e a professora já estava na sala.
- Mais cinco minutos e a senhora não iria fazer essa prova mocinha!
Tá, disso eu já sabia. Peguei a prova com 20 questões e a cada questão que eu lia, eu tinha mais certeza de que não sabia nada! Havia dado um branco em minha mente e eu não lembrava de se quer uma resposta..
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Posted at 15:31 | 0 comments
Doce delírio - parte 1
Precisava mesmo que eu tivesse que levantar? Nossa, eram 7:00 horas da manhã e minha mãe fazia questão de me gritar atrás da porta do quarto. Ta bom, eu já entendi que um dia chato no colégio me espera. Ao contrário do que muitos pensam, pra mim o segundo grau não está passando rápido e esse está sendo o pior ano da minha vida. Lá vou eu, passando pela casa da Gabriela e sabendo que teria que esperar horas para que ela acabasse de se arrumar, afinal ela não podia sair de casa sem maquiagem, pois se sente como se estivesse sem roupa, que tosco. Todos os dias eram iguais demais pra mim, eu ia pro colégio, chegava e dormia até a tarde, acordava ia correr pela calçada, tomava um banho de mar, voltava pra casa cansada e lia meus e-mails. A noite eu atacava a geladeira e comia tudo de doce que tinha lá dentro. Bom, não sou gorda de ruim. Era véspera de final de semana e pra mim, iria ser apenas mais um final de semana daqueles chatos em que eu ficaria em casa sem nada demais pra fazer, a não ser ver filmes na tv ou olhar pro teto imaginando cenas as quais eu gostaria que acontecessem. A Gabriela me liga e diz que a noite o Daniel iria comemorar o aniversário de 18 anos e que seria uma festa daquelas! Bom, eu não estava com vontade de ir e nem tinha roupa pra isso, mas lá vamos nós. Exatamente no horário, a galera do bairro passou aqui em casa pra me buscar e eu fui nada empolgada. Chegando lá, tudo estava bastante animado e eu não imaginava, mais o Daniel finalmente estava fazendo 18 anos e agora já poderia ser preso. Brincadeira.. eu fiquei surpresa pois conhecia ele desde pequena, então pra mim, ver ele homem e agora maior de idade, era como se fosse um orgulho pessoal. A festa foi uma maravilha e eu não tinha me arrependido nem um pouco de ir, só não gostei da presença de duas criaturas que desde sempre eram minhas inimigas mortais. Apresento, Júlia e Eliana.. as garotas mais irritantes do planeta terra. Sim, porque elas se achavam maior que tudo e todos e ninguém podia contraria-las em nada! Mas, como eu, a Gabriela e mais uma porção de gente não se submetiam as seus fricotes, éramos odiados por elas também, pra mim não faz diferença. Fui me despedir do Daniel, afinal já era 4:00 horas da manhã e eu precisava ir..
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Posted at 21:16 | 0 comments
Nova fase, novo conto!
É, eu demorei bastante pra começar um novo conto não é? Pois bem! Agora, queria dizer para as leitoras (es) do blog que vou começar uma nova história aqui no blog e será o mesmo processo do Fim sem Fim.. uma parte ou mais por dia e ao longo disso a história vai se desenvolvendo. Agora, um esquema sobre o conto da vez:
O Doce delírio conta a história de uma adolescente de 17 anos que sabe muito da vida, mais que ainda não aprendeu a se virar. Morando com os pais, ela acha que se daria melhor morando sozinha e mesmo ainda estudando está de saco cheio do colégio. Menina de poucos amigos e de gênio forte, vai descobrir que a vida é um doce delírio!
ps: Espero que esse conto agrade do mesmo jeito que o Fim sem Fim agradou ok? Beijos e boa leitura!
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Posted at 20:23 | 0 comments












