Sweet Heart
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Doce delírio - parte 9
... mesmo com mil coisas passando em mente e a oportunidade batendo na cara, eu pensei melhor. Resolvi sair da barraca e ir tomar um vento lá fora.

- Eu.. eu fiz algo Duda?
- Não Kadu meu lindo, você não fez nada, fique calmo.
- E porque você saiu assim.. do nada?
- Porque eu sei que talvez essa não seja a hora.

Nossos hormônios gritavam dentro da barraca e se eu me deixasse levar, talvez eu fosse me arrepender muito depois e como eu não estava nem um pouco afim de errar com o Kadu, tomei um chá de consciência. Depois de tudo ter esfriado de uma certa forma, entrei na barraca e dormi abraçada com ele e não soltei por um segundo, com medo de que ele fosse embora.. mas eu sabia que ele não iria. Acordei no outro dia e ele já estava de pé olhando pra mim com algumas frutas na mão, me deu bom dia com um beijo no rosto e perguntou como eu estava. Ah,aquele beijo bem que podia não ser no rosto né. Demorou quase nada e levantamos a barraca e resolvemos cada um e pra sua casa. Demos um beijo de despedida - não se despedindo - e seguimos nosso caminho. Agradeci muito a ele por ter me feito feliz aquele momento e ele respondeu com aquele sorrisão. Agora eu teria que ir pra casa enfrentar minha mãe, enfrentar os cadernos, os livros, enfrentar a vida, porque meu momento de princesa apaixonada tinha acabado. Lá vou eu, entrando em casa e encontro minha mãe em uma situação deplorável.

- Mais mãe! O que a senhora está fazendo com essas bebidas todas? Pelo amor de Deus..
- Nada Maria Eduarda! Primeiro seu pai e agora você, você pensa que eu não sei que você também irá me abandonar pra curtir sua vida? Ah, você nova e eu velha, isso só tem um caminho.
- Não mãe, não me entenda mal, eu também tenho meus problemas, a senhora tem que entender!
- Eu entendo querida, eu entendo, mais o que eu não tô entendendo mais, é a mim mesma.

Abracei a mamãe como eu nunca tinha abraçado antes, eu senti que ela precisava de mim mais do que em qualquer outro momento. Fiquei com minha mãe quietinha, esperando ela secar todas as lágrimas que ela tinha pra derramar, enquanto isso na minha cabeça vinham um turbilhão de coisas e cada vez mais eu ia percebendo, que a minha vida estava mudando de rumo..

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A blogueira
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Pamela Oliveira, 18 anos, Salvador, Brasil.



Creditos
Base por : Blogskins / Pamela

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