Sweet Heart
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Doce delírio - parte 8
.. pois eu estava que não me aguentava de vontade. Foi passando o tempo e o sol já estava quase indo embora, quando ele me olhou e começou a falar sem parar.

- Dudinha.. fica difícil acreditar que nós um dia pudéssemos estar aqui e agora, nessa situação. Digo, só eu e você, você e eu, sem ninguém e com um cenário desses. Não quero forçar a barra mais..

Não deixei ele terminar de falar. Dei um beijo nele com toda força desse mundo, com toda emoção, com todo gás! Pra mim, aquele beijo estava durando eternamente, estava sendo perfeito, um dos melhores beijos que já havia dado na vida, pois tinha um gosto especial. Paramos de beijar e ele me olhou com uma cara indescritível, mas ao mesmo tempo, cara de quem queria ter feito isso a bastante tempo. Não estava mais com nenhum tipo de vergonha ou tentando esconder minhas vontades, eu beijei mesmo o Kadu por várias vezes e cada uma delas parecia estar sendo a primeira. Fomos para dentro da barraca e fazia um friozinho tão bom.. ah aquele friozinho. O Kadu me abraçou e aqueles músculos me esquentaram como nunca, já que mesmo eu não sentindo aquele frio todo, eu tremia as mãos e dizia - olha, isso é frio! - merecia um prêmio de atriz, mais valia a pena.

- Poxa Kadu, me desculpa se eu fui atirada pra cima de você e te beijei assim, me desculpa!
- Não tem porque isso Duda, somos dois adultos - ou quase - e sabemos o que fazemos, eu estava apenas com medo de tomar uma atitude que você não aprovasse, mas esse seu primeiro passo, me ajudou a ver que é um pouco recíproco o que sinto por você.
- Caramba! Um pouco? Não sei bem, mas sinto por você algo forte Carlos Eduardo, desde que éramos pequenos sabe? Desde nosso primeiro aperto de mão, mas pensei disso tudo ter sido coisa de criança, mas vi que não.

E ficamos ali fazendo cena, lembrando dos velhos tempos e vendo que nós dois tínhamos razões de sobra pra não ter se arrependido do nosso primeiro beijo. O tempo foi passando, nós não tínhamos mais o que conversar na verdade, mas se passavam mil e uma coisas na minha cabeça em que eu queria fazer, é. A barraca começou a ficar pequena derrepente, nós estávamos agitados lá dentro, nossos beijos estavam pegando força, o frio que eu sentia deu lugar a gotas de suor que escorriam por toda parte e minha pele úmida sentia agonia pelas roupas estarem coladas ao meu corpo. O atrito com o Kadu era intenso e a cada segundo que passava, parecíamos bichos presos em uma gaiola, ao qual queríamos ser libertados. Eram assustadoras as minhas atitudes, eu fazia coisas que nem sabia que era capaz de fazer.

- Bom, duda.. você quer sair pra tomar um ar lá fora? É que aqui dentro tá muito calor..
- Não, não quero. Calor humano faz bem!

E continuávamos lá dentro, ofegantes..

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A blogueira
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Pamela Oliveira, 18 anos, Salvador, Brasil.



Creditos
Base por : Blogskins / Pamela

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