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Doce delírio - parte 10
.. e eu não podia evitar. Minha mãe estava sofrendo muito, eu acabava pegando o sofrimento dela e passando pra mim, afinal era a minha família que tinha se acabado. A semana passou assim, num estalo de dedos e eu não tinha mais falado com o Kadu depois do dia da praia, a Gabriela, o Bruno e o Daniel sempre me chamando pra sair, tentando me animar e até que eu fazia questão de estar com eles, me fazia bem. Chega mais um final de semana, ao qual eu sabia que seria mais um fim de semana como todos os outros, chatos e sem ânimo. A Gabriela me ligou.

- Duda! Você não sabe!
- O que foi Gabi? Qual é a fofoca dessa vez?
- Menina, eu tomei coragem e vou fazer uma tatuagem!
- Você tá louca? Seus pais, não deixam e se eles descobrirem você vai perder toda sua vida boa Gabriela!
- Não, eles não vão saber! O Daniel vai fazer também, quer ir lá com a gente?
- Beleza, eu vou. Mas, só pra olhar mesmo.

E lá vamos nós pro estúdio de tatuagens. Eu sabia que era loucura da Gabi e do Dan, mas que era legal fazer uma tatuagem isso era, eu sempre quis fazer uma, mas meus pais nunca permitiram. Quando chegou a hora do Daniel fazer a tatuagem dele, ele não teve medo e pediu pra fazerem uma fénix nas costas, nossa.. era bonito demais, porém a dor era enorme! A Gabriela ainda com cara de medo ao ver a carinha do Dan de dor, escolheu algo mais recatado, pediu pra fazerem uma borboleta no ombro. Eu vendo e morta de vontade de fazer também. Pois é, eu acabei caindo na tentação. Fiz uma frase, a qual me veio na cabeça no momento, poderia até parecer idiotice já que aquilo ali ficaria no meu corpo pra vida inteira, mais fiz.

- All good things are wild and free ou seja todas as coisas boas são selvagens e livres.

Por mais que eu tivesse feito a tatuagem no susto e se provavelmente a Gabriela não tivesse me chamado eu não iria tomar essa atitude, eu não estava arrependida. Saímos de lá, cada um com sua marca de independência no corpo e só pra lembrar eu ainda tinha 17 anos, meu aniversário de 18 anos ainda ia acontecer 3 meses adiante. Não sei qual seria a reação da minha mãe quando ela visse nem a do meu pai, muito menos há de outras pessoas, na verdade eu não estava me importando tanto com isso. Cheguei em casa, a mamãe estava dormindo de cansada e eu fiz a mesma coisa, mais antes mandei uma mensagem pro celular do Kadu, já que havia uma semana que eu não falava com ele, queria pelo menos dar um sinal de vida né e saber como ele estava. Pra minha surpresa, o Kadu retornou a minha mensagem..

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A blogueira
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Pamela Oliveira, 18 anos, Salvador, Brasil.



Creditos
Base por : Blogskins / Pamela

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