Sweet Heart
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Parte 7 : A dor sem tamanho
.. eu, estou grávida. Mais antes que vocês comecem a falar, mil e uma coisas, eu não quis isso. Mais estava numa fase otima com Robert, e você me dizia sempre que queria casar e ter filhos, então porque não adiantar logo o processo? Mais essa gravidez me deixou fraca, o doutor já me disse, que essa criança não tem chance nenhuma de nascer. Eu vou fazer um aborto, aqui na clínica mesmo, estou sofrendo o dobro com isso. A dor é bem maior, eu queria tanto essa criança. Enfim, é isso. Eu estava parada e continuei parada. A Gi falou tudo oque ela falou, na maior simplicidade do mundo, pra mim isso caiu como uma bomba, toda a história da doença dela.. e dessa criança? Que nem iria nascer, que tristeza tomava conta de mim. Robert, se comoveu não sei nem porque, esse coração de pedra.. ele chegou a segurar a mão dela, enquanto ela falava, mais isso não durou muito. Eu fiquei um pouco lá com ela, mais o médico mandou eu ir pra casa, descansar. Liguei pro Fê, eu queria ter alguém pra desabafar. Ele veio,ficamos sentados na porta do prédio como sempre, mesmo eu estando insuportável, chorando, falando que estava tudo uma merda, ele estava me ouvindo atento, sem dizer que estava bom ou ruim.. eu admirava isso nele. Uma semana se passou, e a Gi só piorava cada vez mais, chegou o dia em que ela iria fazer o aborto. Ela me pediu pra que eu guardasse o feto do menino que se chamaria Julio comigo, não pude negar um pedido dela, novamente. Ela fez o aborto e eu guardei comigo o feto do pequeno Julio, que iria ser tão especial e que acabou não vindo. A situação da Gi piorou ainda mais, depois do aborto, ela pegou uma infecção e precisava tratar urgente. A solução, era uma doação de sangue, pra que um 'sangue novo' matasse as bactérias que haviam no corpo dela, por mais que fossem poucas, poderiam matar. Procuramos Deus e o mundo, pra saber quem tinha o sangue compatível com o dela, não achamos ninguém, liguei pra Meliça desesperada, mais ela disse que não poderia ajudar em simplesmente nada. Que droga, eu daria a minha vida pra não deixar, que acontecesse nada com a Gi. Se passou um mês, eu estava amando o Fê como nunca, nesse tempo todo, ele estava ao meu lado em todos os momentos com seu violão, esperando pra que eu aparecesse na porta do prédio.. lindo Fê. Vou pro hospital, numa terça-feira as 09:00 hrs da manhã, visitar a Gi. Chego lá, recebo a pior noticia que eu já recebi em minha vida. O médico olhou pra minha cara, com a cara mais triste, que eu já vi em um doutor, - Eu sinto muito.. a infecção foi mais forte do que toda a equipe de médicos disponíveis, tentamos de tudo.. mais sem a doação de sangue, agente já esperava que isso fosse acontecer. O aborto, o descuidado dela, tudo isso foi ajudando, pra que ela fosse ficando cada vez mais fraca, isso não é de hoje, desde que ela nasceu que ela não se cuida, ela não tomava os remédios, não pudemos fazer um milagre. Ela estava escrevendo algo, ontem a noite, disse que era pra você. Agora, você tem que ir lá dentro, liberar o corpo, já que os pais dela, não estão no país. Parem, parem tudo que eu quero descer. Porque.. eu não entendo mesmo o porque, de Deus ter tirado de mim, meu anjo, a pessoa que mais me dava carinho nessa vida, a melhor amiga que alguém podia ter, eu tinha, agora já não tinha mais. Eu fui, chorando aos prantos, liberar o corpo. A face dela, estava tão linda.. linda como eu nunca tinha visto, mais parecia mesmo um anjo, dormindo e sonhando coisas boas, com aquela pele branquinha feito neve, descansando.. e dessa vez eternamente. Não! Não vou aceitar isso assim, é difícil entender que amanhã ela não vai estar mais aqui, que ela não vai mais me ligar, querendo saber as novidades, que ela não vai mais estar presente em corpo.. porque em alma eu sei que ela nunca vai morrer. Fui pegar, o que ela tinha escrito pra mim e num papel meio amarrotado, tinha escrito assim.. - Anica, sua branquela metida a estudiosa, você não sabe como estou sentindo frio nesse hospital, parece até o Polo Norte e você lembra que meu sonho era de ir pra lá né? Desisti, o frio desse quarto me fez ver que de frio, só a brisa do mar. Não aguento mais ficar aqui, quero ir pra casa, pra olhar as atualidades na Internet,quando você vinher aqui, e eu estiver dormindo, me acorde e me conte tudo oque há de novo acontecendo.. ficar desinformada é que eu não posso né? O Júlio, meu feto.. ele é lindo não é? A cara do pai, aquele insuportável. O Robert pra mim, já é um passado um pouco presente sabe amiga? Mais, você vai me ajudar a superar isso, eu sei que sim, como sempre! Tô bem, só escrevi isso aqui, porque me colocam pra dormir o tempo inteiro, merda de hospital. Um beijo, minha melhor amiga. Aquilo pra mim, foi oque me matou junto. Vendo que ela estava bem, sendo aquela Gi de sempre, mesmo sabendo que estava muito mal, aquela sim era a minha amiga, aquela que superava tudo, até perder um filho. Chorando e muito abalada, eu olhei pra recepção do hospital e vi a Meliça lá...  

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A blogueira
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Pamela Oliveira, 18 anos, Salvador, Brasil.



Creditos
Base por : Blogskins / Pamela

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